Pré-candidata a Deputada Federal · São Paulo · PSD
Eleições de outubro de 2026
Uma leitura estratégica da estreia eleitoral, construída sobre 365,9 milhões de registros oficiais de votação do TSE (2008–2024) e sobre a história recente de quem chegou à política vindo da vida pública brasileira.
São Paulo · julho de 2026 · elaborado pela plataforma VotoAlvo
Este relatório foi escrito para ser lido pela senhora — não sobre a senhora. Ele não é uma peça de elogio, porque elogio não ganha eleição; e não é uma peça de crítica, porque crítica não constrói mandato. É o que uma boa equipe deve entregar a quem vai tomar decisões grandes: os números como eles são, a história como ela aconteceu, e o caminho que os dados sugerem.
Há 2.400 anos a política é chamada de arte — e como toda arte, ela tem técnica. A boa notícia deste relatório é que a técnica da estreia eleitoral em São Paulo está documentada em milhões de votos: sabemos o que aconteceu com quem chegou às urnas vindo da televisão, dos tribunais, da empresa e do humor. Sabemos em que arena cada um venceu, onde o voto deles nasceu, e o que fez a diferença nos anos seguintes.
A síntese honesta é esta: a senhora disputa na arena certa, com um ativo que não se compra e um sobrenome que dialoga com três gerações de brasileiros. Os cenários numéricos são muito favoráveis. O que a história pede — e este relatório detalha — é que a votação expressiva de 2026 seja o começo de uma construção, e não o ponto mais alto dela.
1 · A arena escolhida é a correta. A história de São Paulo é inequívoca: grandes comunicadores vencem com folga em eleições proporcionais (deputado) e enfrentam dificuldade nas majoritárias (prefeito, governador). A candidatura a deputada federal maximiza a chance de êxito e minimiza o risco de estreia — e é exatamente a arena onde Tiririca e Russomanno venceram todas.
2 · O potencial numérico é de primeira prateleira. O teto recente da Câmara por São Paulo é de 1.843.735 votos (2018); o mais votado de 2022 fez 1.001.472. O cenário-base desenhado para a senhora — 600 mil a 900 mil votos — a colocaria na disputa pelo posto de deputada federal mais votada do estado, com folga de 4 a 6 vezes sobre a mediana dos eleitos (153 mil votos).
3 · A candidatura vale mais do que uma cadeira. Pela matemática do quociente eleitoral, cada ~325 mil votos da senhora tendem a financiar uma cadeira adicional para a chapa do PSD. No cenário-base, a sua votação banca a própria cadeira e mais 1 a 2 deputados — um capital político que se converte em protagonismo dentro do partido.
4 · O risco desta candidatura não está em outubro de 2026 — está depois dele. Os dados mostram que o capital de estreia se renova quando vira entrega com pauta própria, e se dissipa quando fica só na celebridade. Este relatório propõe três pautas com lastro biográfico real para blindar o mandato desde o primeiro dia.
5 · A geografia do voto é conhecida e favorável. O voto de grandes comunicadores em SP nasce ~30% na capital e se espalha pelo interior com uma capilaridade que candidatos tradicionais não têm — exatamente o território histórico da TV aberta. O plano de campanha da página 18 distribui o esforço nessa proporção.
Todos os resultados eleitorais citados são dados oficiais do Tribunal Superior Eleitoral, processados pela plataforma VotoAlvo: 365,9 milhões de registros de votação, seção por seção, cobrindo as nove eleições de 2008 a 2024, os 26 estados, o Distrito Federal e 5,5 mil municípios. Nenhum número de votação neste documento é estimativa: quando o dado não existe na fonte oficial, dizemos "sem dados".
Fatos: as votações históricas dos casos comparados (páginas 8 a 12), o quociente e a régua da Câmara Federal por SP (página 5), a geografia do voto (página 15). Cenários: as projeções de 2026 (página 13) são construções técnicas a partir dos comparáveis — referências de planejamento, nunca promessas. A eleição de 2026 dependerá de fatos que ainda não aconteceram.
Os políticos citados nas páginas seguintes — de diferentes partidos e trajetórias — entram aqui como casos de estudo tratados com respeito. Não há juízo sobre pessoas; há leitura técnica de resultados públicos. Da mesma forma, este relatório trata a biografia da candidata com a discrição que temas de família e patrimônio merecem: o que importa à estratégia é o capital público — o afeto, a memória e a credibilidade construídos em décadas de televisão e filantropia.
Premissas assumidas (fornecidas pela equipe e não verificáveis em base eleitoral, pois a candidata não possui histórico de urna): pré-candidatura a deputada federal por São Paulo, filiação ao PSD com atuação junto ao PSD Mulher, e estreia eleitoral — condição de outsider — em 2026.
São Paulo elege 70 deputados federais — a maior bancada do país. Em 2022, disputaram 1.540 candidatos — 22 por vaga — e os eleitores depositaram 22,8 milhões de votos nominais para o cargo. Três números definem a régua:
O quociente eleitoral aproximado — os votos que "compram" uma cadeira para a chapa — ficou em torno de 325 mil votos em 2022 e tende a algo próximo disso em 2026. Guarde este número: ele é a unidade de medida do efeito-puxadora da página 14. O teto recente da Casa por SP é de 1.843.735 votos (Eduardo Bolsonaro, 2018).
Para um candidato comum, a eleição federal em SP é uma guerra de trincheira por 70–150 mil votos, vencida bairro a bairro com estrutura e tempo. Para uma figura conhecida por dezenas de milhões de paulistas, a disputa é outra: o desafio não é ser conhecida — é converter afeto em voto no dia certo e dar a esse voto um destino que o eleitor entenda. É uma vantagem imensa, e uma responsabilidade à altura.
A candidata parte de um patamar de reconhecimento que os 1.540 concorrentes de 2022 somados não alcançaram. Em eleição proporcional, reconhecimento com afeto é o ativo mais escasso que existe.
Toda campanha começa com um inventário honesto de ativos. O da senhora é singular no Brasil:
Três gerações de brasileiros cresceram com a família Abravanel dentro de casa — do auditório aos programas infantis. Não é fama: é memória afetiva. Na urna, a memória afetiva se comporta de forma diferente da celebridade instantânea — envelhece melhor e atravessa classes sociais, como os casos das páginas seguintes demonstram.
O sobrenome remete ao maior comunicador popular da história do país — uma herança simbólica que fala diretamente com o eleitor de São Paulo, berço da trajetória de Silvio Santos. Este relatório trata o tema com a discrição devida: o que interessa à campanha não é patrimônio material, e sim o patrimônio de confiança — construído em público, durante sessenta anos, diante das câmeras.
Décadas à frente de programação infantil e o envolvimento histórico da família com o Teleton e a causa da pessoa com deficiência dão à candidata algo que a maioria dos estreantes não tem: prova social de trabalho por causas concretas, anterior a qualquer ambição eleitoral. Em campanha, isso separa "celebridade que virou candidata" de "pessoa pública que sempre serviu — e agora quer servir de outro jeito".
A atuação junto ao PSD Mulher oferece pauta, rede e simbologia: São Paulo nunca teve tantas mulheres decidindo eleição, e a sub-representação feminina na Câmara segue gritante. Uma estreante com alcance de massa carregando essa bandeira tem espaço político praticamente sem concorrência à altura.
A palavra outsider esconde uma distinção que os dados de São Paulo tornam visível: há duas portas de entrada na política, e elas cobram provas diferentes.
Exige maioria absoluta, polariza o eleitorado e entrega, no dia seguinte à posse, uma máquina administrativa de complexidade brutal. É a porta mais arriscada para qualquer estreante — os casos da página 10 mostram o padrão com clareza.
Exige uma fração dos votos, premia reconhecimento e afeto, e oferece um mandato de construção: legislar, fiscalizar, defender causas — funções em que uma comunicadora experiente tem vantagem natural, sem o desgaste da caneta executiva.
A prova viva: Celso Russomanno. O mesmo comunicador, com a mesma popularidade, disputou as duas arenas — os resultados oficiais falam por si:
| Arena proporcional (dep. federal SP) | Arena majoritária (prefeito/governador) |
|---|---|
| 2014 · 1.524.361 votos · eleito | 2010 governador · 1.233.897 · não eleito |
| 2018 · 521.728 votos · eleito | 2012 prefeito · 1.324.021 · não eleito |
| 2022 · 305.520 votos · eleito | 2016 prefeito · 789.986 · não eleito |
| 2020 prefeito · 560.666 · não eleito |
Fonte: TSE. Na proporcional, 3 disputas e 3 vitórias. Na majoritária, 4 disputas — liderou pesquisas em várias, venceu nenhuma.
Conclusão da tese: a decisão de estrear pela Câmara Federal não é um passo tímido — é a leitura tecnicamente correta da própria força, na mesma arena em que Tiririca e Russomanno nunca perderam. A comunicação popular vence na proporcional. Os números a seguir mostram por quanto.
Em 2010, um artista popular sem qualquer passagem pela política recebeu 1.353.820 votos para deputado federal por São Paulo — à época, a segunda maior votação da história para a Câmara. A candidatura enfrentou ceticismo, questionamentos e ironia. O eleitor respondeu nas urnas. E o mandato — para surpresa dos críticos — foi de assiduidade e disciplina reconhecidas publicamente.
Nota de discrição: houve, em 2010, questionamento formal sobre requisitos de elegibilidade do candidato, superado nos autos. A lição preventiva para qualquer estreante de grande visibilidade: documentação impecável e uma candidatura com conteúdo público desde o primeiro dia — o que a página 17 organiza como rotina de blindagem.
Em 2018, uma professora de Direito sem mandato prévio recebeu 2.060.786 votos para deputada estadual — até hoje o recorde absoluto da ALESP e a referência de teto para qualquer projeção séria em São Paulo. A votação nasceu 28,5% na capital e se espalhou pelo estado inteiro (Campinas 4,5%, Santo André 2,5%, Guarulhos 2,3%…), exatamente o padrão de capilaridade que o alcance de mídia produz.
Implicação direta para 2026: o eleitor paulista já provou que dá 2 milhões de votos a uma estreante (Janaina, na ALESP) e 1,84 milhão a um deputado federal (2018). Tratamos esses números como teto de referência do cenário-onda (página 13), não como meta: planejar pela mediana e surpreender para cima é gestão séria de expectativa — inclusive perante a imprensa.
Dois casos recentes, tratados aqui com o respeito devido a quem venceu eleições duríssimas, ilustram o risco estrutural da porta executiva para estreantes:
Estreou vencendo a prefeitura de São Paulo em primeiro turno (3.085.187 votos, 2016) e o governo do estado em 2018 (10.990.350 no segundo turno) — resultados extraordinários por qualquer régua. A trajetória seguinte, porém, mostrou o custo da arena: a caneta executiva produz desgaste diário, cobra cada decisão em tempo real e consome capital político na velocidade em que a gestão enfrenta crises. O projeto presidencial de 2022 não encontrou espaço nem dentro da própria base.
Estreou eleito governador em 2018 (4.675.355 votos no segundo turno), num dos resultados mais surpreendentes da história fluminense. O mandato foi interrompido por impeachment em meio a uma crise sem precedentes, e a tentativa de retorno em 2022 registrou 4.892 votos. Poucos números na base do TSE ensinam tanto sobre a diferença entre vencer uma eleição e sustentar um governo.
O que esses casos dizem — e o que não dizem. Não dizem que faltou talento a ninguém: dizem que o Executivo estreante enfrenta uma prova para a qual não existe ensaio. A decisão da senhora de começar pelo Legislativo evita exatamente essa armadilha: constrói mandato, base e repertório antes de qualquer voo maior — se e quando ele fizer sentido.
Votações: TSE, via VotoAlvo. Doria 2016 (1º turno, eleito); Doria 2018 t1 6.431.555 / t2 10.990.350; Witzel 2018 t1 3.154.771 / t2 4.675.355.
Nem toda trajetória de artista na política é de pico e queda. A sambista Leci Brandão, eleita deputada estadual por São Paulo em 2010, construiu o contraexemplo mais instrutivo da base de dados:
| Eleição | Cargo | Votos | Resultado |
|---|---|---|---|
| 2010 | Deputada estadual · SP | 86.298 | Eleita |
| 2014 | Deputada estadual · SP | 71.136 | Reeleita |
| 2018 | Deputada estadual · SP | 64.487 | Reeleita |
| 2022 | Deputada estadual · SP | 90.496 | Reeleita — melhor votação da carreira |
Quatro mandatos consecutivos e, na quarta eleição, a maior votação da série — aos 78 anos. O que explica a exceção? Pauta própria desde o primeiro dia: cultura, igualdade racial e periferia — causas que ela já encarnava antes da política e que o mandato transformou em entrega contínua e reconhecível. O eleitor dela sabe exatamente para que serve o voto que dá.
A síntese dos quatro casos em uma frase: a urna paulista recebe o comunicador popular de braços abertos (Tiririca, Janaina); a arena executiva cobra provas que estreante nenhum tem como ensaiar (Doria, Witzel); e a longevidade pertence a quem transforma fama em causa (Leci). O desenho da candidatura da senhora — proporcional, com pauta social de lastro biográfico — está no quadrante certo dessas três lições.
| Caso | Origem pública | Arena de estreia | Votos na estreia | O que a história registrou |
|---|---|---|---|---|
| Tiririca | Humor / TV | Dep. federal SP · 2010 | 1.353.820 | 4 mandatos; capital deprecia sem pauta renovada |
| Janaina Paschoal | Academia / vida pública | Dep. estadual SP · 2018 | 2.060.786 | Recorde histórico; capital de onda não transferiu de arena |
| Celso Russomanno | TV (defesa do consumidor) | Proporcional ✓ / Majoritária ✗ | 1.524.361* | Invicto na proporcional; 4 derrotas na majoritária |
| João Doria | Empresariado / TV | Prefeito SP · 2016 | 3.085.187 | Vitórias históricas; desgaste acelerado da arena executiva |
| Wilson Witzel | Magistratura | Governador RJ · 2018 | 4.675.355 | Mandato interrompido; retorno inviabilizado |
| Leci Brandão | Música / cultura popular | Dep. estadual SP · 2010 | 86.298 | 4 mandatos; melhor votação na 4ª eleição — pauta própria |
Votos de estreia em 1º turno, exceto Witzel (2º turno). *Russomanno é deputado desde os anos 1990 — o valor é sua melhor votação na base (2014), não estreia. Fonte: TSE via VotoAlvo.
Cenários são réguas de planejamento ancoradas nos comparáveis, não promessas. Cada um assume condições explícitas:
| Cenário | Faixa de votos | Premissas | Referência histórica |
|---|---|---|---|
| Piso conservador | 250–400 mil | Campanha protocolar, agenda limitada, conversão parcial do reconhecimento | Do dobro ao triplo da mediana; abaixo do 5º mais votado de 2022 (461 mil) |
| Cenário-base | 600–900 mil | Campanha profissional, presença digital + TV, pauta social ativa, interiorização | Na vizinhança do 1º lugar de 2022 (Boulos, 1,0 mi) |
| Onda | 1,2–2,0 milhões | Comoção afetiva nacional + campanha impecável + adversários fragmentados | Teto federal SP: 1,84 mi (2018); teto absoluto do estado: 2,06 mi (Janaina, ALESP) |
| Recorde | acima de 2,0 milhões | A onda completa somada à mobilização plena do afeto nacional pela família | Maior votação para deputado federal da história do Brasil — nenhum candidato à Câmara jamais passou de 1.843.735 votos |
A convicção da equipe é ambiciosa — e o dado diz que ela não é fantasia: o eleitor de São Paulo já deu 2,06 milhões de votos a uma estreante (2018). Se a mobilização alcançar o cenário-recorde, a candidata não apenas se elege: entra para a história da Câmara dos Deputados — e todo o país noticiará isso na noite da eleição. A campanha deve trabalhar com o cenário-base no planejamento e com o recorde no horizonte: réguas diferentes para funções diferentes.
Por que o cenário-base é defensável e não otimismo: (1) o reconhecimento da candidata tem alcance de massa que poucos nomes da última década alcançaram; (2) o afeto multigeracional atravessa os dois campos polarizados — um diferencial raro em 2026; (3) os comparáveis de comunicação popular na proporcional paulista entregaram de 1,3 a 2,0 milhões nas estreias (Tiririca, Janaina) — e Russomanno, já veterano, alcançou 1,5 milhão no seu pico (2014). A faixa de 600–900 mil é, na verdade, a leitura prudente desses precedentes.
Qualquer ponto das três faixas elege. A última vaga federal de 2022 custou 71,7 mil votos; a mediana dos eleitos foi 153,6 mil. Até o piso conservador supera a mediana da bancada com folga. A pergunta estratégica de 2026 não é "se elege" — é quantos deputados a senhora elege junto. É o tema da próxima página.
Na eleição proporcional, os votos de um candidato não elegem só ele: somam-se aos da chapa para "comprar" cadeiras pelo quociente eleitoral (~325 mil votos por cadeira na federal paulista de 2022). Todo voto acima do necessário vira cadeira para os companheiros de chapa.
| Cenário | Votos da candidata | Cadeiras que a votação financia* | Leitura política |
|---|---|---|---|
| Piso | 300 mil | ~0,9 | Banca a própria cadeira |
| Base | 750 mil | ~2,3 | Elege-se e financia +1 a 2 deputados do PSD |
| Onda | 1,5 milhão | ~4,6 | Torna-se a maior acionista da bancada paulista |
*Votos ÷ quociente (~325 mil). Aproximação técnica: a distribuição final depende das sobras e da votação total da chapa. Fonte do quociente: TSE 2022.
Em 2010, a votação de Tiririca (1,35 milhão) financiou sozinha um bloco de cadeiras da chapa — o caso clássico ensinado em todo curso de direito eleitoral. Em 2018, os 2,06 milhões de Janaina tiveram efeito equivalente na ALESP. É exatamente este o papel que o partido espera de uma grande candidatura popular — e é a maior moeda de negociação que a senhora leva para dentro do PSD.
Recomendação de negociação (discreta e prática): o valor da candidatura para a chapa é mensurável em cadeiras. Isso deve se refletir, ANTES da convenção, em compromissos claros de estrutura de campanha, espaço na propaganda, protagonismo do PSD Mulher e — no pós-eleição — posições compatíveis na Casa e no partido. Quem financia a bancada participa do seu comando.
A base de dados permite responder com precisão onde os comparáveis colheram seus votos — e o padrão é notavelmente estável:
| Capital | Demais top-5 | Leitura | |
|---|---|---|---|
| Tiririca 2010 | 32,2% | Guarulhos 4,0% · S.B. do Campo 2,1% · Campinas 2,1% · Osasco 1,8% | Capital + periferia metropolitana |
| Janaina 2018 | 28,5% | Campinas 4,5% · Sto. André 2,5% · Guarulhos 2,3% · S.B. do Campo 2,1% | Mesmo eixo, mais interior |
Ou seja: ~30% do voto na capital, ~15% no ABC + Guarulhos + Osasco, e a metade restante pulverizada em centenas de municípios do interior — a assinatura geográfica da TV aberta, que nenhum candidato de estrutura tradicional reproduz.
O VotoAlvo acompanhará, semana a semana, a penetração digital por região — e depois da eleição entregará o mapa real do voto da candidata, seção por seção, para o planejamento do mandato.
A lição de Leci Brandão (página 11) é o antídoto contra a depreciação do capital de estreia: pauta própria, com lastro anterior à política. A biografia da candidata oferece três, prontas:
Décadas diante do público infantil dão autoridade natural para liderar, na Câmara, a agenda de primeira infância, educação complementar e proteção da criança no ambiente digital — pauta com apelo transversal, orçamento federal relevante (inclusive via emendas) e pouquíssimos porta-vozes de peso.
A associação histórica da família com o Teleton e a AACD é um dos lastros filantrópicos mais reconhecidos do país. Transformá-lo em plataforma legislativa — acessibilidade, financiamento do terceiro setor, apoio às famílias atípicas — é converter décadas de serviço em mandato com propósito inconfundível.
Como voz do PSD Mulher, a candidata pode encampar a agenda da mulher que empreende e sustenta família — crédito, capacitação, creche como infraestrutura de trabalho. É a ponte perfeita entre a base popular feminina (o público histórico da TV aberta) e a política pública federal.
Regra de ouro da comunicação: cada semana de campanha deve responder, com uma entrega concreta, à pergunta "para que serve o mandato de Silvia Abravanel?". Se a resposta da rua for só "porque é a Silvia", o capital deprecia como nos casos da página 8; se for "porque ela defende as crianças, as famílias atípicas e as mulheres que trabalham", o capital se renova como no caso da página 11.
| Risco | Probabilidade | Blindagem recomendada |
|---|---|---|
| Rótulo de "candidatura de fantasia" — a imprensa testará a seriedade | Alta | Conteúdo desde o dia 1: plano de mandato publicado, sabatinas aceitas, equipe técnica visível ao lado da candidata |
| Escrutínio patrimonial e de doações — estreantes de projeção atraem atenção redobrada | Alta | Compliance eleitoral profissional desde a pré-campanha; declarações impecáveis; limites legais de autofinanciamento respeitados com folga e comunicados com transparência |
| Exposição digital hostil — mulher pública em eleição polarizada | Alta | Célula de resposta rápida + monitoramento; a candidata não responde provocação — a equipe documenta e, quando cabível, judicializa |
| Gestão de expectativa — projeções infladas viram pauta negativa | Média | Meta pública = eleger-se e fortalecer a bancada feminina; números de cenário ficam DENTRO da campanha |
| Temas de família e negócios — tentativas de arrastar a campanha para assuntos privados | Média | Fronteira clara e ensaiada: biografia pública sim, vida privada não; porta-voz único para temas sensíveis |
| Depreciação pós-eleição — o risco real, como visto nos casos | — | As três pautas da página 16 + relatório de entrega semestral do mandato. Começa a ser desenhado ANTES da eleição |
Nenhum desses riscos é impeditivo; todos são administráveis com método. O único risco sem seguro é o da página 16 ficar no papel.
| Frente | % | Racional |
|---|---|---|
| Digital (produção + mídia + resposta rápida) | 35% | Onde o afeto vira voto declarado e compartilhável |
| Presença física (capital + Grande SP) | 25% | 45% do voto histórico dos comparáveis |
| Interiorização (caravanas + mídia regional) | 20% | A metade pulverizada do voto que ninguém disputa direito |
| Estrutura, jurídico e compliance | 12% | A blindagem da página 17 custa — e vale cada real |
| Pesquisa e inteligência de dados | 8% | Decidir com número, corrigir rota mensalmente |
Uma campanha profissional se administra como uma empresa de 90 dias de vida e um único dia de faturamento. Os indicadores abaixo, revisados mensalmente com a candidata, mantêm a rota:
| Indicador | Meta out/26 | Fonte |
|---|---|---|
| Reconhecimento como CANDIDATA (não só como apresentadora) | > 70% | Pesquisa estimulada mensal |
| Conversão: "conheço" → "votaria" | > 25% | Pesquisa |
| Associação às 3 pautas (recall espontâneo) | > 30% | Pesquisa qualitativa |
| Municípios com célula ativa do PSD Mulher | 400+ | CRM de campanha |
| Alcance digital mensal em SP | 15 mi+ | Plataformas |
| Tempo de resposta a crise | < 3 h | Célula de resposta |
| Conformidade de doações/gastos | 100% | Compliance semanal |
Na noite da eleição, o VotoAlvo entrega o mapa completo do voto da candidata — município a município, seção a seção. É a fotografia que orienta os primeiros 100 dias de mandato: onde agradecer, onde plantar as pautas, onde o próximo ciclo começa. A reeleição de 2030 se constrói em novembro de 2026.
Compromisso de método: tudo o que este relatório projetou é verificável. Em dezembro de 2026, a equipe deve reabri-lo, comparar cenário e resultado, e documentar o que a realidade ensinou. É assim que uma campanha vira escola — e um mandato vira projeto.
Portal de Dados Abertos do TSE (dadosabertos.tse.jus.br), processado pela plataforma VotoAlvo: 365,9 milhões de registros de votação por seção eleitoral, 9 eleições (2008–2024), 5,5 mil municípios. Todas as votações citadas foram extraídas diretamente da base e conferem com o resultado oficial (validação por casos-controle: Omar Aziz 2010, Artur Neto 2012, Marcelo Crivella 2016).
A candidata não possui histórico eleitoral — os cenários da página 13 são inferência por comparáveis, com as premissas à mostra. Informações biográficas de contexto (filiação, pré-candidatura, atuação no PSD Mulher) foram fornecidas pela equipe contratante. Este documento não utiliza nem divulga dado pessoal de eleitores: toda a base é pública e agregada.
RELP — Relatório Estratégico Premium · VotoAlvo Inteligência Eleitoral
votoalvo.com.br · dados oficiais TSE/IBGE · São Paulo, julho de 2026
CONFIDENCIAL — USO EXCLUSIVO DA CANDIDATA E EQUIPE