Confidencial · Uso exclusivo da candidata e equipe
Relatório Estratégico Premium · RELP

Silvia Abravanel

Pré-candidata a Deputada Federal · São Paulo · PSD
Eleições de outubro de 2026


Uma leitura estratégica da estreia eleitoral, construída sobre 365,9 milhões de registros oficiais de votação do TSE (2008–2024) e sobre a história recente de quem chegou à política vindo da vida pública brasileira.

São Paulo · julho de 2026 · elaborado pela plataforma VotoAlvo

VOTOALVO · INTELIGÊNCIA ELEITORAL
RELP
Abertura
"A política é a mais arquitetônica das artes: a que ordena todas as outras, porque o seu fim não é o bem de um homem, mas o bem da cidade."
— a partir de Aristóteles, Ética a Nicômaco, Livro I

Carta à candidata

Este relatório foi escrito para ser lido pela senhora — não sobre a senhora. Ele não é uma peça de elogio, porque elogio não ganha eleição; e não é uma peça de crítica, porque crítica não constrói mandato. É o que uma boa equipe deve entregar a quem vai tomar decisões grandes: os números como eles são, a história como ela aconteceu, e o caminho que os dados sugerem.

Há 2.400 anos a política é chamada de arte — e como toda arte, ela tem técnica. A boa notícia deste relatório é que a técnica da estreia eleitoral em São Paulo está documentada em milhões de votos: sabemos o que aconteceu com quem chegou às urnas vindo da televisão, dos tribunais, da empresa e do humor. Sabemos em que arena cada um venceu, onde o voto deles nasceu, e o que fez a diferença nos anos seguintes.

A síntese honesta é esta: a senhora disputa na arena certa, com um ativo que não se compra e um sobrenome que dialoga com três gerações de brasileiros. Os cenários numéricos são muito favoráveis. O que a história pede — e este relatório detalha — é que a votação expressiva de 2026 seja o começo de uma construção, e não o ponto mais alto dela.

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02 · 20
Sumário executivo

Cinco conclusões, sem rodeios

1 · A arena escolhida é a correta. A história de São Paulo é inequívoca: grandes comunicadores vencem com folga em eleições proporcionais (deputado) e enfrentam dificuldade nas majoritárias (prefeito, governador). A candidatura a deputada federal maximiza a chance de êxito e minimiza o risco de estreia — e é exatamente a arena onde Tiririca e Russomanno venceram todas.

2 · O potencial numérico é de primeira prateleira. O teto recente da Câmara por São Paulo é de 1.843.735 votos (2018); o mais votado de 2022 fez 1.001.472. O cenário-base desenhado para a senhora — 600 mil a 900 mil votos — a colocaria na disputa pelo posto de deputada federal mais votada do estado, com folga de 4 a 6 vezes sobre a mediana dos eleitos (153 mil votos).

3 · A candidatura vale mais do que uma cadeira. Pela matemática do quociente eleitoral, cada ~325 mil votos da senhora tendem a financiar uma cadeira adicional para a chapa do PSD. No cenário-base, a sua votação banca a própria cadeira e mais 1 a 2 deputados — um capital político que se converte em protagonismo dentro do partido.

4 · O risco desta candidatura não está em outubro de 2026 — está depois dele. Os dados mostram que o capital de estreia se renova quando vira entrega com pauta própria, e se dissipa quando fica só na celebridade. Este relatório propõe três pautas com lastro biográfico real para blindar o mandato desde o primeiro dia.

5 · A geografia do voto é conhecida e favorável. O voto de grandes comunicadores em SP nasce ~30% na capital e se espalha pelo interior com uma capilaridade que candidatos tradicionais não têm — exatamente o território histórico da TV aberta. O plano de campanha da página 18 distribui o esforço nessa proporção.

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03 · 20
Método e premissas

De onde vêm os números deste relatório

Todos os resultados eleitorais citados são dados oficiais do Tribunal Superior Eleitoral, processados pela plataforma VotoAlvo: 365,9 milhões de registros de votação, seção por seção, cobrindo as nove eleições de 2008 a 2024, os 26 estados, o Distrito Federal e 5,5 mil municípios. Nenhum número de votação neste documento é estimativa: quando o dado não existe na fonte oficial, dizemos "sem dados".

O que é fato e o que é cenário

Fatos: as votações históricas dos casos comparados (páginas 8 a 12), o quociente e a régua da Câmara Federal por SP (página 5), a geografia do voto (página 15). Cenários: as projeções de 2026 (página 13) são construções técnicas a partir dos comparáveis — referências de planejamento, nunca promessas. A eleição de 2026 dependerá de fatos que ainda não aconteceram.

Sobre o tom deste documento

Os políticos citados nas páginas seguintes — de diferentes partidos e trajetórias — entram aqui como casos de estudo tratados com respeito. Não há juízo sobre pessoas; há leitura técnica de resultados públicos. Da mesma forma, este relatório trata a biografia da candidata com a discrição que temas de família e patrimônio merecem: o que importa à estratégia é o capital público — o afeto, a memória e a credibilidade construídos em décadas de televisão e filantropia.

Premissas assumidas (fornecidas pela equipe e não verificáveis em base eleitoral, pois a candidata não possui histórico de urna): pré-candidatura a deputada federal por São Paulo, filiação ao PSD com atuação junto ao PSD Mulher, e estreia eleitoral — condição de outsider — em 2026.

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04 · 20
A arena

Câmara Federal por SP em 2026:
o tamanho real da disputa

São Paulo elege 70 deputados federais — a maior bancada do país. Em 2022, disputaram 1.540 candidatos — 22 por vaga — e os eleitores depositaram 22,8 milhões de votos nominais para o cargo. Três números definem a régua:

71.754
votos do último eleito em 2022 — que, por sinal, foi Tiririca, entrando pela média da chapa
153.598
mediana de votos dos 70 eleitos — o "deputado federal típico" de SP
1.001.472
o mais votado de 2022 (Guilherme Boulos) — o topo da última eleição

O quociente eleitoral aproximado — os votos que "compram" uma cadeira para a chapa — ficou em torno de 325 mil votos em 2022 e tende a algo próximo disso em 2026. Guarde este número: ele é a unidade de medida do efeito-puxadora da página 14. O teto recente da Casa por SP é de 1.843.735 votos (Eduardo Bolsonaro, 2018).

Leitura estratégica

Para um candidato comum, a eleição federal em SP é uma guerra de trincheira por 70–150 mil votos, vencida bairro a bairro com estrutura e tempo. Para uma figura conhecida por dezenas de milhões de paulistas, a disputa é outra: o desafio não é ser conhecida — é converter afeto em voto no dia certo e dar a esse voto um destino que o eleitor entenda. É uma vantagem imensa, e uma responsabilidade à altura.

A candidata parte de um patamar de reconhecimento que os 1.540 concorrentes de 2022 somados não alcançaram. Em eleição proporcional, reconhecimento com afeto é o ativo mais escasso que existe.

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05 · 20
O ativo

O que a candidata carrega que não se compra

Toda campanha começa com um inventário honesto de ativos. O da senhora é singular no Brasil:

1 · Afeto multigeracional

Três gerações de brasileiros cresceram com a família Abravanel dentro de casa — do auditório aos programas infantis. Não é fama: é memória afetiva. Na urna, a memória afetiva se comporta de forma diferente da celebridade instantânea — envelhece melhor e atravessa classes sociais, como os casos das páginas seguintes demonstram.

2 · O legado de um nome que é sinônimo de comunicação popular

O sobrenome remete ao maior comunicador popular da história do país — uma herança simbólica que fala diretamente com o eleitor de São Paulo, berço da trajetória de Silvio Santos. Este relatório trata o tema com a discrição devida: o que interessa à campanha não é patrimônio material, e sim o patrimônio de confiança — construído em público, durante sessenta anos, diante das câmeras.

3 · Lastro real em causas — não apenas presença

Décadas à frente de programação infantil e o envolvimento histórico da família com o Teleton e a causa da pessoa com deficiência dão à candidata algo que a maioria dos estreantes não tem: prova social de trabalho por causas concretas, anterior a qualquer ambição eleitoral. Em campanha, isso separa "celebridade que virou candidata" de "pessoa pública que sempre serviu — e agora quer servir de outro jeito".

4 · A bandeira institucional certa

A atuação junto ao PSD Mulher oferece pauta, rede e simbologia: São Paulo nunca teve tantas mulheres decidindo eleição, e a sub-representação feminina na Câmara segue gritante. Uma estreante com alcance de massa carregando essa bandeira tem espaço político praticamente sem concorrência à altura.

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06 · 20
A tese central

Arena proporcional e arena majoritária:
duas provas completamente diferentes

A palavra outsider esconde uma distinção que os dados de São Paulo tornam visível: há duas portas de entrada na política, e elas cobram provas diferentes.

A porta majoritária (prefeito, governador)

Exige maioria absoluta, polariza o eleitorado e entrega, no dia seguinte à posse, uma máquina administrativa de complexidade brutal. É a porta mais arriscada para qualquer estreante — os casos da página 10 mostram o padrão com clareza.

A porta proporcional (deputado)

Exige uma fração dos votos, premia reconhecimento e afeto, e oferece um mandato de construção: legislar, fiscalizar, defender causas — funções em que uma comunicadora experiente tem vantagem natural, sem o desgaste da caneta executiva.

A prova viva: Celso Russomanno. O mesmo comunicador, com a mesma popularidade, disputou as duas arenas — os resultados oficiais falam por si:

Arena proporcional (dep. federal SP)Arena majoritária (prefeito/governador)
2014 · 1.524.361 votos · eleito2010 governador · 1.233.897 · não eleito
2018 · 521.728 votos · eleito2012 prefeito · 1.324.021 · não eleito
2022 · 305.520 votos · eleito2016 prefeito · 789.986 · não eleito
2020 prefeito · 560.666 · não eleito

Fonte: TSE. Na proporcional, 3 disputas e 3 vitórias. Na majoritária, 4 disputas — liderou pesquisas em várias, venceu nenhuma.

Conclusão da tese: a decisão de estrear pela Câmara Federal não é um passo tímido — é a leitura tecnicamente correta da própria força, na mesma arena em que Tiririca e Russomanno nunca perderam. A comunicação popular vence na proporcional. Os números a seguir mostram por quanto.

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07 · 20
Casos de estudo · I

Tiririca: a maior estreia da era recente —
e a lição da renovação

Em 2010, um artista popular sem qualquer passagem pela política recebeu 1.353.820 votos para deputado federal por São Paulo — à época, a segunda maior votação da história para a Câmara. A candidatura enfrentou ceticismo, questionamentos e ironia. O eleitor respondeu nas urnas. E o mandato — para surpresa dos críticos — foi de assiduidade e disciplina reconhecidas publicamente.

VOTAÇÃO DE TIRIRICA · DEP. FEDERAL SP (FONTE: TSE) 1.353.820 1.016.796 453.855 71.754 2010 2014 2018 2022 (eleito por média)

As duas lições que interessam à candidata

Nota de discrição: houve, em 2010, questionamento formal sobre requisitos de elegibilidade do candidato, superado nos autos. A lição preventiva para qualquer estreante de grande visibilidade: documentação impecável e uma candidatura com conteúdo público desde o primeiro dia — o que a página 17 organiza como rotina de blindagem.

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08 · 20
Casos de estudo · II

Janaina Paschoal: o teto histórico da ALESP —
e a lição da onda

Em 2018, uma professora de Direito sem mandato prévio recebeu 2.060.786 votos para deputada estadual — até hoje o recorde absoluto da ALESP e a referência de teto para qualquer projeção séria em São Paulo. A votação nasceu 28,5% na capital e se espalhou pelo estado inteiro (Campinas 4,5%, Santo André 2,5%, Guarulhos 2,3%…), exatamente o padrão de capilaridade que o alcance de mídia produz.

2.060.786
votos em 2018 — recorde histórico de deputado estadual no Brasil
447.550
votos em 2022, na disputa ao Senado (arena majoritária) — não eleita

As duas lições que interessam à candidata

Implicação direta para 2026: o eleitor paulista já provou que dá 2 milhões de votos a uma estreante (Janaina, na ALESP) e 1,84 milhão a um deputado federal (2018). Tratamos esses números como teto de referência do cenário-onda (página 13), não como meta: planejar pela mediana e surpreender para cima é gestão séria de expectativa — inclusive perante a imprensa.

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09 · 20
Casos de estudo · III

A porta majoritária: por que a estreia
pelo Executivo cobra caro

Dois casos recentes, tratados aqui com o respeito devido a quem venceu eleições duríssimas, ilustram o risco estrutural da porta executiva para estreantes:

João Doria — São Paulo

Estreou vencendo a prefeitura de São Paulo em primeiro turno (3.085.187 votos, 2016) e o governo do estado em 2018 (10.990.350 no segundo turno) — resultados extraordinários por qualquer régua. A trajetória seguinte, porém, mostrou o custo da arena: a caneta executiva produz desgaste diário, cobra cada decisão em tempo real e consome capital político na velocidade em que a gestão enfrenta crises. O projeto presidencial de 2022 não encontrou espaço nem dentro da própria base.

Wilson Witzel — Rio de Janeiro

Estreou eleito governador em 2018 (4.675.355 votos no segundo turno), num dos resultados mais surpreendentes da história fluminense. O mandato foi interrompido por impeachment em meio a uma crise sem precedentes, e a tentativa de retorno em 2022 registrou 4.892 votos. Poucos números na base do TSE ensinam tanto sobre a diferença entre vencer uma eleição e sustentar um governo.

O que esses casos dizem — e o que não dizem. Não dizem que faltou talento a ninguém: dizem que o Executivo estreante enfrenta uma prova para a qual não existe ensaio. A decisão da senhora de começar pelo Legislativo evita exatamente essa armadilha: constrói mandato, base e repertório antes de qualquer voo maior — se e quando ele fizer sentido.

Votações: TSE, via VotoAlvo. Doria 2016 (1º turno, eleito); Doria 2018 t1 6.431.555 / t2 10.990.350; Witzel 2018 t1 3.154.771 / t2 4.675.355.

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10 · 20
Casos de estudo · IV

Leci Brandão: a celebridade que durou

Nem toda trajetória de artista na política é de pico e queda. A sambista Leci Brandão, eleita deputada estadual por São Paulo em 2010, construiu o contraexemplo mais instrutivo da base de dados:

EleiçãoCargoVotosResultado
2010Deputada estadual · SP86.298Eleita
2014Deputada estadual · SP71.136Reeleita
2018Deputada estadual · SP64.487Reeleita
2022Deputada estadual · SP90.496Reeleita — melhor votação da carreira

Quatro mandatos consecutivos e, na quarta eleição, a maior votação da série — aos 78 anos. O que explica a exceção? Pauta própria desde o primeiro dia: cultura, igualdade racial e periferia — causas que ela já encarnava antes da política e que o mandato transformou em entrega contínua e reconhecível. O eleitor dela sabe exatamente para que serve o voto que dá.

A síntese dos quatro casos em uma frase: a urna paulista recebe o comunicador popular de braços abertos (Tiririca, Janaina); a arena executiva cobra provas que estreante nenhum tem como ensaiar (Doria, Witzel); e a longevidade pertence a quem transforma fama em causa (Leci). O desenho da candidatura da senhora — proporcional, com pauta social de lastro biográfico — está no quadrante certo dessas três lições.

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11 · 20
Síntese comparativa

Seis trajetórias, uma tabela

CasoOrigem públicaArena de estreia Votos na estreiaO que a história registrou
TiriricaHumor / TVDep. federal SP · 2010 1.353.8204 mandatos; capital deprecia sem pauta renovada
Janaina PaschoalAcademia / vida públicaDep. estadual SP · 2018 2.060.786Recorde histórico; capital de onda não transferiu de arena
Celso RussomannoTV (defesa do consumidor)Proporcional ✓ / Majoritária ✗ 1.524.361*Invicto na proporcional; 4 derrotas na majoritária
João DoriaEmpresariado / TVPrefeito SP · 2016 3.085.187Vitórias históricas; desgaste acelerado da arena executiva
Wilson WitzelMagistraturaGovernador RJ · 2018 4.675.355Mandato interrompido; retorno inviabilizado
Leci BrandãoMúsica / cultura popularDep. estadual SP · 2010 86.2984 mandatos; melhor votação na 4ª eleição — pauta própria

Votos de estreia em 1º turno, exceto Witzel (2º turno). *Russomanno é deputado desde os anos 1990 — o valor é sua melhor votação na base (2014), não estreia. Fonte: TSE via VotoAlvo.

Onde a candidata se posiciona neste mapa

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12 · 20
Projeção 2026

Três cenários de votação — com as premissas à mostra

Cenários são réguas de planejamento ancoradas nos comparáveis, não promessas. Cada um assume condições explícitas:

CenárioFaixa de votosPremissasReferência histórica
Piso conservador250–400 mil Campanha protocolar, agenda limitada, conversão parcial do reconhecimento Do dobro ao triplo da mediana; abaixo do 5º mais votado de 2022 (461 mil)
Cenário-base600–900 mil Campanha profissional, presença digital + TV, pauta social ativa, interiorização Na vizinhança do 1º lugar de 2022 (Boulos, 1,0 mi)
Onda1,2–2,0 milhões Comoção afetiva nacional + campanha impecável + adversários fragmentados Teto federal SP: 1,84 mi (2018); teto absoluto do estado: 2,06 mi (Janaina, ALESP)
Recordeacima de 2,0 milhões A onda completa somada à mobilização plena do afeto nacional pela família Maior votação para deputado federal da história do Brasil — nenhum candidato à Câmara jamais passou de 1.843.735 votos

A convicção da equipe é ambiciosa — e o dado diz que ela não é fantasia: o eleitor de São Paulo já deu 2,06 milhões de votos a uma estreante (2018). Se a mobilização alcançar o cenário-recorde, a candidata não apenas se elege: entra para a história da Câmara dos Deputados — e todo o país noticiará isso na noite da eleição. A campanha deve trabalhar com o cenário-base no planejamento e com o recorde no horizonte: réguas diferentes para funções diferentes.

Por que o cenário-base é defensável e não otimismo: (1) o reconhecimento da candidata tem alcance de massa que poucos nomes da última década alcançaram; (2) o afeto multigeracional atravessa os dois campos polarizados — um diferencial raro em 2026; (3) os comparáveis de comunicação popular na proporcional paulista entregaram de 1,3 a 2,0 milhões nas estreias (Tiririca, Janaina) — e Russomanno, já veterano, alcançou 1,5 milhão no seu pico (2014). A faixa de 600–900 mil é, na verdade, a leitura prudente desses precedentes.

Qualquer ponto das três faixas elege. A última vaga federal de 2022 custou 71,7 mil votos; a mediana dos eleitos foi 153,6 mil. Até o piso conservador supera a mediana da bancada com folga. A pergunta estratégica de 2026 não é "se elege" — é quantos deputados a senhora elege junto. É o tema da próxima página.

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13 · 20
O efeito puxadora

A matemática que transforma votos
em poder dentro do partido

Na eleição proporcional, os votos de um candidato não elegem só ele: somam-se aos da chapa para "comprar" cadeiras pelo quociente eleitoral (~325 mil votos por cadeira na federal paulista de 2022). Todo voto acima do necessário vira cadeira para os companheiros de chapa.

CenárioVotos da candidata Cadeiras que a votação financia*Leitura política
Piso300 mil~0,9Banca a própria cadeira
Base750 mil~2,3Elege-se e financia +1 a 2 deputados do PSD
Onda1,5 milhão~4,6Torna-se a maior acionista da bancada paulista

*Votos ÷ quociente (~325 mil). Aproximação técnica: a distribuição final depende das sobras e da votação total da chapa. Fonte do quociente: TSE 2022.

O precedente que todo dirigente partidário conhece

Em 2010, a votação de Tiririca (1,35 milhão) financiou sozinha um bloco de cadeiras da chapa — o caso clássico ensinado em todo curso de direito eleitoral. Em 2018, os 2,06 milhões de Janaina tiveram efeito equivalente na ALESP. É exatamente este o papel que o partido espera de uma grande candidatura popular — e é a maior moeda de negociação que a senhora leva para dentro do PSD.

Recomendação de negociação (discreta e prática): o valor da candidatura para a chapa é mensurável em cadeiras. Isso deve se refletir, ANTES da convenção, em compromissos claros de estrutura de campanha, espaço na propaganda, protagonismo do PSD Mulher e — no pós-eleição — posições compatíveis na Casa e no partido. Quem financia a bancada participa do seu comando.

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14 · 20
Geografia do voto

Onde nasce o voto do comunicador popular em SP

A base de dados permite responder com precisão onde os comparáveis colheram seus votos — e o padrão é notavelmente estável:

CapitalDemais top-5Leitura
Tiririca 201032,2% Guarulhos 4,0% · S.B. do Campo 2,1% · Campinas 2,1% · Osasco 1,8% Capital + periferia metropolitana
Janaina 201828,5% Campinas 4,5% · Sto. André 2,5% · Guarulhos 2,3% · S.B. do Campo 2,1% Mesmo eixo, mais interior

Ou seja: ~30% do voto na capital, ~15% no ABC + Guarulhos + Osasco, e a metade restante pulverizada em centenas de municípios do interior — a assinatura geográfica da TV aberta, que nenhum candidato de estrutura tradicional reproduz.

Tradução em estratégia

O VotoAlvo acompanhará, semana a semana, a penetração digital por região — e depois da eleição entregará o mapa real do voto da candidata, seção por seção, para o planejamento do mandato.

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15 · 20
Pautas com lastro

As três bandeiras que blindam a candidatura —
porque já são biografia

A lição de Leci Brandão (página 11) é o antídoto contra a depreciação do capital de estreia: pauta própria, com lastro anterior à política. A biografia da candidata oferece três, prontas:

1 · Infância e primeira infância

Décadas diante do público infantil dão autoridade natural para liderar, na Câmara, a agenda de primeira infância, educação complementar e proteção da criança no ambiente digital — pauta com apelo transversal, orçamento federal relevante (inclusive via emendas) e pouquíssimos porta-vozes de peso.

2 · Pessoa com deficiência e terceiro setor

A associação histórica da família com o Teleton e a AACD é um dos lastros filantrópicos mais reconhecidos do país. Transformá-lo em plataforma legislativa — acessibilidade, financiamento do terceiro setor, apoio às famílias atípicas — é converter décadas de serviço em mandato com propósito inconfundível.

3 · Mulheres: empreendedorismo e liderança

Como voz do PSD Mulher, a candidata pode encampar a agenda da mulher que empreende e sustenta família — crédito, capacitação, creche como infraestrutura de trabalho. É a ponte perfeita entre a base popular feminina (o público histórico da TV aberta) e a política pública federal.

Regra de ouro da comunicação: cada semana de campanha deve responder, com uma entrega concreta, à pergunta "para que serve o mandato de Silvia Abravanel?". Se a resposta da rua for só "porque é a Silvia", o capital deprecia como nos casos da página 8; se for "porque ela defende as crianças, as famílias atípicas e as mulheres que trabalham", o capital se renova como no caso da página 11.

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Riscos e blindagens

O mapa de riscos — dito com franqueza,
tratado com método

RiscoProbabilidadeBlindagem recomendada
Rótulo de "candidatura de fantasia" — a imprensa testará a seriedade AltaConteúdo desde o dia 1: plano de mandato publicado, sabatinas aceitas, equipe técnica visível ao lado da candidata
Escrutínio patrimonial e de doações — estreantes de projeção atraem atenção redobrada AltaCompliance eleitoral profissional desde a pré-campanha; declarações impecáveis; limites legais de autofinanciamento respeitados com folga e comunicados com transparência
Exposição digital hostil — mulher pública em eleição polarizada AltaCélula de resposta rápida + monitoramento; a candidata não responde provocação — a equipe documenta e, quando cabível, judicializa
Gestão de expectativa — projeções infladas viram pauta negativa MédiaMeta pública = eleger-se e fortalecer a bancada feminina; números de cenário ficam DENTRO da campanha
Temas de família e negócios — tentativas de arrastar a campanha para assuntos privados MédiaFronteira clara e ensaiada: biografia pública sim, vida privada não; porta-voz único para temas sensíveis
Depreciação pós-eleição — o risco real, como visto nos casos As três pautas da página 16 + relatório de entrega semestral do mandato. Começa a ser desenhado ANTES da eleição

Nenhum desses riscos é impeditivo; todos são administráveis com método. O único risco sem seguro é o da página 16 ficar no papel.

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Plano de campanha

Os próximos 90 dias e a distribuição do esforço

Julho — fundação

Agosto — apresentação

Setembro — capilaridade

Distribuição de esforço e verba sugerida

Frente%Racional
Digital (produção + mídia + resposta rápida)35%Onde o afeto vira voto declarado e compartilhável
Presença física (capital + Grande SP)25%45% do voto histórico dos comparáveis
Interiorização (caravanas + mídia regional)20%A metade pulverizada do voto que ninguém disputa direito
Estrutura, jurídico e compliance12%A blindagem da página 17 custa — e vale cada real
Pesquisa e inteligência de dados8%Decidir com número, corrigir rota mensalmente
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Governança

O que medir todo mês — a campanha como gestão

Uma campanha profissional se administra como uma empresa de 90 dias de vida e um único dia de faturamento. Os indicadores abaixo, revisados mensalmente com a candidata, mantêm a rota:

IndicadorMeta out/26Fonte
Reconhecimento como CANDIDATA (não só como apresentadora) > 70%Pesquisa estimulada mensal
Conversão: "conheço" → "votaria"> 25%Pesquisa
Associação às 3 pautas (recall espontâneo)> 30%Pesquisa qualitativa
Municípios com célula ativa do PSD Mulher400+CRM de campanha
Alcance digital mensal em SP15 mi+Plataformas
Tempo de resposta a crise< 3 hCélula de resposta
Conformidade de doações/gastos100%Compliance semanal

Depois de outubro

Na noite da eleição, o VotoAlvo entrega o mapa completo do voto da candidata — município a município, seção a seção. É a fotografia que orienta os primeiros 100 dias de mandato: onde agradecer, onde plantar as pautas, onde o próximo ciclo começa. A reeleição de 2030 se constrói em novembro de 2026.

Compromisso de método: tudo o que este relatório projetou é verificável. Em dezembro de 2026, a equipe deve reabri-lo, comparar cenário e resultado, e documentar o que a realidade ensinou. É assim que uma campanha vira escola — e um mandato vira projeto.

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Fontes e método

Transparência total

Base de dados

Portal de Dados Abertos do TSE (dadosabertos.tse.jus.br), processado pela plataforma VotoAlvo: 365,9 milhões de registros de votação por seção eleitoral, 9 eleições (2008–2024), 5,5 mil municípios. Todas as votações citadas foram extraídas diretamente da base e conferem com o resultado oficial (validação por casos-controle: Omar Aziz 2010, Artur Neto 2012, Marcelo Crivella 2016).

Números-chave deste relatório

Limites declarados

A candidata não possui histórico eleitoral — os cenários da página 13 são inferência por comparáveis, com as premissas à mostra. Informações biográficas de contexto (filiação, pré-candidatura, atuação no PSD Mulher) foram fornecidas pela equipe contratante. Este documento não utiliza nem divulga dado pessoal de eleitores: toda a base é pública e agregada.


RELP — Relatório Estratégico Premium · VotoAlvo Inteligência Eleitoral
votoalvo.com.br · dados oficiais TSE/IBGE · São Paulo, julho de 2026
CONFIDENCIAL — USO EXCLUSIVO DA CANDIDATA E EQUIPE

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